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Escrevendo Curtas agora na Amazon

Meu primeiro livro, “Escrevendo Curtas” acaba de chegar à Amazon numa nova edição especialmente formatada para Kindles e para o iPad/iPhone. Fiquei muito feliz com o resultado final.

E como foi isso? O livro estava esgotado há tempos e eu batalhava com a editora por uma nova (e atualizada) edição. Quando o contrato venceu, achei que estava perdendo tempo. Por que não simplificar e lançar um e-book?

Conteúdo atualizado, capa nova, navegação inteligente… O livrinho segue com força total e, pra minha surpresa, vendendo bem! No primeiro dia, logo de cara, já vendeu alguns exemplares – isso sem divulgação nem nada. Como pode isso? Mistérios do mundo digital…

Quem quiser conhecer o meu “Escrevendo Curtas” basta clicar aqui.

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Esquentando os motores

Existe um longo e desconfortável hiato entre o meu trabalho e o início da produção de um longa-metragem. Não é assim quando o roteiro começa a ser escrito. Da fagulha inicial, à transposição dela para uma folha de papel, comigo, não costuma durar mais que alguns meses – dependendo do projeto, algumas semanas. O problema é quando, depois de tudo isso, meses de pesquisa, entrevistas, rascunhos, argumentos, tratamentos e mais tratamentos do roteiro… morremos na praia. Pode acontecer. O produtor se desinteressou, o diretor não quer mais dirigir, o tema ficou batido… Mas há sempre a pontinha de esperança de que um dia o filme volte à vida. Fazer o quê? Graças a Deus essa tristeza foi rara por aqui. Diria que no máximo 10% do que fiz hoje flutua num limbo qualquer.

Sim, porque os outros 90% seguem firmes e fortes! Lutando para conseguir chegar às telas – mérito dos produtores, guerreiros incansáveis, que de um jeito ou de outro nunca jogam a toalha mesmo diante das mais bizarras reviravoltas.

Mas finalmente posso começar a comemorar, pois esse ano, impressionantes oito longas entram em produção. Oito! O mais antigo deles tem quatro anos, o mais recente tem seis meses. O que, de certa forma, mostra que a máquina está cada vez mais azeitada. “Kardec”, uma biografia que estou escrevendo com Wagner de Assis levou pouco mais de um ano e já acelera rumo às filmagens. “O Último Virgem”, comédia maluca que escrevi com Felipe Adler, levou menos que isso, começam a filmar no mês que vem.

Ou seja, muitas novidades vêm aí. Chega de esperar!

Último Virgem

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O público está voltando

O cinema sempre foi um sonho meio distante pra mim. Quando menino eu sabia que era impossível viver da sétima arte – quase ninguém conseguia. Estou falando aqui dos anos 90, Era Collor, bem antes da retomada. Estou falando da época quando a gente produziu um único filme o ano todo, “A Grande Arte”, do Walter Salles (aquele com um Mandrake americano, o Peter Coyote). E o pior: quase ninguém viu o filme (que era bem bom). O mesmo acontecia com os outros filmes que, heroicamente, iam sendo lançados. O público simplesmente não parecia interessado em ver filmes produzidos aqui. Salas vazias. Jogávamos para um estádio vazio.

Leio agora um artigo da Folha sobre os feitos do cinema brasileiro nos últimos tempos: “Com oito comédias lançadas nos últimos quatro anos, os produtores Mariza Leão, Iafa Britz, Augusto Casé e os irmãos Caio e Fabiano Gullane atraíram mais de 25 milhões de espectadores aos cinemas. Somadas, as bilheterias superam R$ 266 milhões”.

Uau, R$ 266 milhões!!! E há quem torça o nariz para uma notícia como essa, atire pedras nas tais comédias… Eu não consigo. Pra mim isso é uma vitória tão grande! Quer dizer que o público está voltando às salas de cinema – e voltando em peso! Penso em mim quando comecei, naquelas salas vazias, e só consigo comemorar. Muito.

Leia o artigo aqui.

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“Até que a sorte nos separe 2″, roteiro do Paulo Cursino com Chico Soares.

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vida

Tangente

Quando em 2001 optei por trabalhar com publicidade, eu não sabia, mas estava desviando a minha linha espaço-temporal para uma tangente – exatamente como Marty McFly fez em “De volta para o futuro II”. Como diretor de arte me sustentei, casei, tive um filho. Foi, portanto, uma tangente importante. Mas sempre senti que havia me distanciado do cinema, talvez pra sempre. Então, em 2004, decidi que devia tentar corrigir essa tangente, levar os dois ao mesmo tempo, a publicidade e o cinema.

Era complicado. Foram muitas madrugadas em claro, muitos roteiros escritos no ônibus a caminho da agência… Nessa vida dupla consegui escrever três livros e doze longas-metragens. Finalmente, no dia 30 de novembro de 2012, eu definitivamente apostei todas as fichas no cinema e pedi demissão do meu emprego na publicidade.

Virada de ano, chega 2013… Será que o mergulho vertical no sonho de viver de cinema se mostraria, na verdade, um involuntário salto kamikaze?

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Graças a Deus, não. Logo de cara assinei meu primeiro longa para a Conspiração Filmes, “Kardec”. Em seguida outros dois longas para Downtown Filmes. Meu primeiro para Raccord. Outro para Urca Filmes… Foram oito novos longas em 2013. Ou seja: deu tudo certo.

Tangente corrigida, de volta ao curso normal.

E agora? Agora vem 2014, onde muitos filmes finalmente serão rodados. “Ponte Aérea”, “Kardec”, “Dulce”, “Meu Tempo é Agora”, “Minha Fama de Mau”… Sem falar em “O Segredo dos Diamantes” que vai chegar às telas.

Viva 2013! E feliz ano novo!

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cinema, tv

Dica: demitindo personagens óbvios

É engraçado, mas às vezes certos personagens insistem em se comportar de forma meio óbvia. Um professor certinho e um aluno rebelde por exemplo. E tudo bem – o problema é quando o leitor já espera esses comportamentos. Clichê na certa.

Solução: trocar as falas. Na mesma hora novos personagens nascem. É impressionante. E os chatos de antes nunca mais voltam.

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Uma máquina do tempo, por favor.

Certos roteiros tem uma “força estranha”, como diria o outro no karaokê. Esse que escrevi (com Letícia Mey e Lui Farias) contando a história do Erasmo Carlos é um pouco assim. Só escuto coisas boas. Ontem num jantar, por exemplo, fiquei sabendo que fulano de tal amou o roteiro… Fico bem feliz com esse tipo de coisa, claro. Mas a verdade é que quando estou escrevendo mesmo, aquele momento solitário e cheio de dúvidas, tudo que eu peço é uma máquina do tempo. A ideia é a seguinte: eu entro na máquina, pulo uns meses para o futuro, pego uma cópia do roteiro pronto e volto. Aí, com o roteiro na mesa, eu relaxo e vejo um filme.

(O problema é que, por razões óbvias, eu nunca consegui fazer isso. Então o jeito é sentar em frente ao teclado e escrever mesmo).

Então fica combinado o seguinte: se um dia o “eu do passado” aparecer aqui no escritório, nervoso e sem ideias, pedindo uma cópia do roteiro pronto, eu entrego na hora. Uma mão lava a outra, bicho! E ainda digo: “relaxa que fulano de tal vai amar“!

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