cinema

Shaolin do Sertão contemplado no PRODECINE

Escrevi uma comédia hilária para o Halder Gomes, o genial diretor de “Cine Holliúdy”. Se chama “O Shaolin do Sertão”, divertida história de Aluízio Lee, um cearense atrapalhado que acredita ser um autêntico mestre das artes marciais. Quando um grandalhão sanguinolento aparece na cidade e desafia os machos para uma luta no ringue é ele, Aluízio, o único a se candidatar. O longa conta com o talento sem igual de Edmilson Filho no papel de Aluízio Lee.

E hoje recebi uma notícia excelente! Fomos contemplados no PRODECINE, investimento do Programa Brasil de Todas as Telas, da ANCINE, do BRDE e do Fundo Setorial do Audiovisual. Receberemos R$ 1,75 milhões em recursos do fundo.

Arre, Tonha! Filmagens esse ano!

Storyboard da sequência de abertura do longa feito pelo João Bosco.

Storyboard da sequência de abertura do longa feito pelo João Bosco.

Padrão
cinema

Saiu o trailer do Ponte Aérea!

Em primeira mão! O trailer do meu filme com a Júlia Rezende, o “Ponte Aérea”. Bacana que o trailer não entrega quase nada da trama, mas dá um panorama interessante do que vem por aí. Romance, conflito, mas com uma pegada jovem. Gosto muito da história desses dois, Amanda e Bruno. Estréia em Março!

Padrão
7579391376_3d892da3bd_o
cinema

Menos correria, mais poesia

Muito orgulho de ter feito um filme tão bacana com Helvécio. E orgulho de compartilhar com ele essa réplica aos que acham que “O Segredo dos Diamantes” precisava de um pulso mais “contemporâneo”…

Eis o que disse Helvécio na Folha de São Paulo:

“O crítico Cássio Starling Carlos, considerou meu filme “O Segredo dos Diamantes” desatualizado em relação às grandes produções para crianças e jovens, “hoje movidas a alta tecnologia e velocidade”.

Quando lancei meus filmes “A Dança dos Bonecos” e “Menino Maluquinho”, ouvi críticas muito parecidas.

Os bonecos de “A Dança dos Bonecos” foram chamados de toscos e disseram que o filme não tinha condições de competir com as maravilhas tecnológicas dos “blockbusters”.

Sobre o “Menino Maluquinho”, ouvi que as brincadeiras do filme eram coisas do passado, que o filme não interessava aos garotos de hoje, ligados em games e outras telas. Passados alguns anos de seu lançamento, esses filmes continuam sendo muito vistos e se tornaram referências no cinema brasileiro.

A trama de “O Segredo dos Diamantes” vem da corrida do ouro e pedras que está na origem de muitas cidades mineiras e gerou tantas lendas sobre tesouros. Mas no filme não há nenhuma reverência ao passado ou à tradição mineira, o que há é a convivência com esse passado, algo que sempre me pareceu saudável.

“O Segredo dos Diamantes” não quer resgatar tradições nem dar aula sobre coisa nenhuma. Mas quer sim, de forma assumida, colocar o Brasil nas telas em um filme para o público infantojuvenil.

Tesouros perdidos dizem respeito a uma outra época e sua busca passa por lugares ligados ao passado, como o sebo e o antiquário do filme, espaços onde os garotos circulam com estranheza.

Os meninos falam do antiquário como um lugar com cheiro de mofo e no sebo cometem uma transgressão que doeu filmar. O filme lida com o passado de forma leve e sem preconceitos, não como o lugar da verdade que fala o crítico.

Está claro que não temos como competir com o alto investimento das produções americanas para este público, com sua tecnologia e, principalmente, com seu marketing.

Mas, para mim, isso nunca significou que não podemos contar histórias brasileiras no cinema, mas sim que temos de buscar outras narrativas, outros caminhos para sensibilizar esse público que sejam compatíveis com o tamanho de nossos orçamentos.

O crítico cita como referência de cinema infantojuvenil a franquia americana “Uma Noite no Museu”. Minhas referências são outras, que podem até estar fora de moda.

Mas será que temos todos de seguir a moda? Minha opção é por um cinema com menos correria e mais poesia.

Por uma história narrada de forma diferente, com outros olhares, em outros lugares.

E que tem a ousadia de buscar espaço em um mercado invadido, de forma obscena, por filmes vorazes dirigidos ao público infantojuvenil.

“O Segredo dos Diamantes” se passa no interior do Brasil, em uma Minas Gerais de fantasia, onde vários lugares se tornam um só. Como procurar tesouros é algo comum a todas as gerações -faz parte do imaginário universal-, a obra é mesmo um filme para crianças, pais e avós.

Em “Menino Maluquinho”, o Maluquinho pergunta ao amigo: “Você acredita em tesouros escondidos?” “O Segredo dos Diamantes” é para pessoas que acreditam, como eu.”

Helvécio Ratton

Helvécio e eu no set de "O Segredo dos Diamantes".

Helvécio e eu no set de “O Segredo dos Diamantes”.

Padrão
cinema

Levamos!!!

conjuntoH_Cor_positivo LogoBNDES_300dpi

Esse natal chega cheio de presentes pra mim. Além de ter dois filmes em cartaz ao mesmo tempo (“Irmã Dulce” e “O Segredo dos Diamantes”), dois outros projetos meus foram contemplados com o impulso que nos faltava… “Minha Fama de Mau” foi premiado com 1,5 milhão de reais pelo edital de cinema do BNDES e “Kardec” ganhou um investimento de 3 milhões de reais do Fundo Setorial do Audiovisual!!! Com esses valores fechamos o orçamento de ambos os projetos, garantindo a filmagem deles no ano que vem.

Obrigado BNDES! Obrigado ANCINE!

Padrão
cinema

Segredo dos Diamantes, críticas

Tirando o bonequinho do Globo (que estava num dia ruim), estamos colecionando críticas incríveis! Minha favorita segue sendo a do Pablo Villaça, do Cinema em Cena (que já publiquei aqui), mas essas novas são bem simpáticas também. Viva!

O filme existe, e é delicioso. Depois de “Dança dos Bonecos” e “Menino Maluquinho”, Ratton conseguiu de novo. Luiz Carlos Merten, O Estado de São Paulo.

O Segredo dos Diamantes lembra tudo aquilo que se viu de melhor no cinema de aventura de Steven Spielberg, por exemplo, passando por Os Gonnies, O Enigma da Pirâmide e até mesmo a série Indiana Jones. Ratton consegue criar a mais perfeita atmosfera de cinema de aventura, numa história cheia de mistérios, sustos, descobertas. Enfim, um filme para crianças dos oito aos oitenta. Marcos Petrucelli, Site e-pipoca

O filme é capaz de encantar todas as faixas etárias, além de trazer, sem forçar a barra, as paisagens, a cultura e o sotaque do interior de Minas Gerais. Mariane Zendron, UOL Cinema.

Aproveitando o talento excepcional de Dira Paes (no auge de tudo) e trazendo de volta o veterano Rui Rezende, o filme é basicamente interpretado por gente mineira e todos eles se saem muito bem, inclusive as crianças. […] O filme é divertido, bem feito e recomendado. Rubens Ewald Filho.

“O Segredo dos Diamantes” é sim voltado para um público mais jovem e por isso aposta em uma trama simples, sem exigir grandes interpretações do espectador. É justamente esta simplicidade a princpal responsável por tornar o trabalho de Ratton tão apaixonaste. Gustavo Assumpção, CineClick.

Ratton tem bastante experiência com cinema infanto-juvenil […] e se mostra bastante confortável na direção. Mostra-se capaz de criar uma espécie de “cinema ao modo antigo”, mas sem o cheiro de mofo, com algum frescor: uma aventura de sessão da tarde. Alysson Oliveira, Cineweb.

Padrão
Foto incrível do Leo Lara.
cinema

Pré-estreia Segredo dos Diamantes

Um dia especial e inesquecível, assim vou sempre lembrar da pré-estreia do filme que escrevi para Helvécio Ratton, “O Segredo dos Diamantes”.

Por vários motivos. É um filme escrito há muito tempo, onde pude compartilhar minhas ideias com um dos diretores brasileiros que mais admiro – gosto especialmente de um filme dele chamado “Amor e Cia”, divertido e leve. É também uma história mineira e eu adoro aquele lugar especial de onde saíram meus maiores ídolos, entre eles Murilo Rubião e Fernando Sabino. E se trata de um filme de aventura como tantos que curti quando garoto – estou falando daqueles hits da Sessão da Tarde como “Os Goonies”, “Conta Comigo” e “O Enigma da Pirâmide”.

"Ele é do mal", explica meu filho ao amiguinho.

“Ele é do mal”, explica meu filho ao amiguinho.

Mas o principal motivo foi ter levado comigo meu filho. Ele só tem seis anos e está começando a entender o meu trabalho. “Papai inventa histórias”, é o que eu costumo dizer, “histórias pro cinema”. Ele diz que entende, mas é um conceito meio abstrato pra uma criança entender – pra alguns adultos também. Mas pela primeira vez pude levá-lo a um filme meu – “O Segredo dos Diamantes” é um infanto-juvenil. Ele viu os atores, viu o cartaz com o meu nome, e, munido de pipoca e curiosidade, assistiu ao longa. Foi uma emoção muito grande vê-lo comentando com o amiguinho da escola sobre a trama, torcendo pelos protagonistas, rindo das cenas engraçadas.

Ao final veio a crítica decisiva do meu menino.

“Gostei muito, papai”, ele disse.

Respirei aliviado. De todas as críticas bacanas que recebemos, essa vou guardar pra sempre comigo.

Obrigado, filho!

Padrão